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Desenvolvimento agrícola dos anos oitenta no estado do Pará e suas fontes de financiamento (007)
Autor(es): Francisco de Assis Costa
Ano: 1993
Resumo: Tem-se demonstrado que a agricultura brasileira apresentou nos anos oitenta evolução não correlacionada com o ciclo geral de atividade econômica. Arrastado pelo comportamento recessivo da indústria (que demonstrou 15% de redução entre 1981 e 1983 e crescimento médio de 1,2% a.a. entre 1980 e 1988), o nível geral dos negócios caiu profundamente na primeira e na Segunda metade da chamada “década perdida” da economia brasileira, e a agricultura, considerada no seu conjunto, praticamente manteve a trajetória anterior de crescimento, com taxa de incremento médio anual em torno dos 3%. E mais: contrariamente ao que se passava nos demais setores, os investimentos na agricultura mostraram-se altos já em 1984 e mantiveram-se elevados nos anos seguintes. Tal performance fez-se apesar da redução drástica no volume e nos subsídios do crédito agropecuário e de uma evolução pouco favorável (mesmo consideradas as flutuações conjunturais de 1984 e 1986), nos preços de mercado da maioria dos produtos, tanto de mercado interno quanto de exportação (Gasques, 1990). O presente artigo pretende, tratando de áreas amazônicas, contribuir nesta edição. Num primeiro momento, serão testadas, para o Estado do Pará, as explicações aventadas para a dinâmica agrária dos anos oitenta no Brasil como um todo. Neste intento, trabalhar-se-á em nível macro, com variáveis da produção global e da participação, aí, de estruturas diversas. Daí se levará a indagações para empreender análise detalhada dos dados resultantes de duas pesquisas de campo realizadas numa mesma comunidade camponesa nos anos de 1981 e 1990. Neste momento, avultar-se-ão questões de ordem microeconômica, cujo encaminhamento teórico foge, contudo, ao escopo deste artigo.
Palavras-chave: Dinâmica Agrária. Desenvolvimento Agrícola. Produção.
Abstract:

Tem-se demonstrado que a agricultura brasileira apresentou nos anos oitenta evolução não correlacionada com o ciclo geral de atividade econômica. Arrastado pelo comportamento recessivo da indústria (que demonstrou 15% de redução entre 1981 e 1983 e crescimento médio de 1,2% a.a. entre 1980 e 1988), o nível geral dos negócios caiu profundamente na primeira e na Segunda metade da chamada “década perdida” da economia brasileira, e a agricultura, considerada no seu conjunto, praticamente manteve a trajetória anterior de crescimento, com taxa de incremento médio anual em torno dos 3%. E mais: contrariamente ao que se passava nos demais setores, os investimentos na agricultura mostraram-se altos já em 1984 e mantiveram-se elevados nos anos seguintes. Tal performance fez-se apesar da redução drástica no volume e nos subsídios do crédito agropecuário e de uma evolução pouco favorável (mesmo consideradas as flutuações conjunturais de 1984 e 1986), nos preços de mercado da maioria dos produtos, tanto de mercado interno quanto de exportação (Gasques, 1990). O presente artigo pretende, tratando de áreas amazônicas, contribuir nesta edição. Num primeiro momento, serão testadas, para o Estado do Pará, as explicações aventadas para a dinâmica agrária dos anos oitenta no Brasil como um todo. Neste intento, trabalhar-se-á em nível macro, com variáveis da produção global e da participação, aí, de estruturas diversas. Daí se levarão a indagações para empreender análise detalhada dos dados resultantes de duas pesquisas de campo realizadas numa mesma comunidade camponesa nos anos de 1981 e 1990. Neste momento, avultar-se-ão questões de ordem microeconômica, cujo encaminhamento teórico foge, contudo, ao escopo deste artigo.

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