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Hidroelétricas Amazônicas: Fontes energéticas.apropriadas para o desenvolvimento regional? (190)
Autor(es): Alexandre Magno de Melo Faria
Ano: 2006
Resumo: Este trabalho visa discutir as hidroelétricas amazônicas como fonte de energia inanimada para a modernização e o desenvolvimento regional. Partindo da premissa aceita de que enormes fontes de energia são necessárias para o uso de tecnologias modernas e o desenvolvimento e, também, que a energia elétrica derivada de hidroelétricas são limpas, baratas e renováveis, o Governo Central implantou cinco grandes usinas hidroelétricas (UHE) na Amazônia, durante as décadas de 1970 e 1980. Assim, analisou-se, a partir da ampla literatura disponível, os impactos positivos e deletérios destas grandes obras nos trópicos úmidos. Apesar de ter gerado impactos positivos diretos sobre a economia e a geração de renda local, os custos sócio-ambientais são enormes e irão se perpetuar por muitos anos. Os grandes beneficiados foram os capitais internacionais da indústria eletro-intensivo, localizados na Amazônia, bem como capitais de outras regiões brasileiras, visto que 3/5 da energia produzida regionalmente é exportada. A energia que é utilizada localmente se restringe aos grandes centros urbanos, negligenciando milhares de pessoas que habitam as comunidades rurais, pois o “custo econômico” inviabiliza o acesso à rede de alta tensão. Procura-se demonstrar que a energia advinda das hidroelétricas não é limpa, pois as represas são verdadeiras fábricas de gás carbônico (CO2) e metano (CH4), gases do efeito estufa, além de diversos outros impactos ecológicos. A energia somente é considerada de baixo custo porque não se internaliza os custos sociais e ecológicos do processo. A energia renovável não garante o desenvolvimento regional, pois a Amazônia é superavitária em geração de energia e possui os indicadores de desenvolvimento humano abaixo da média brasileira. Ao final, chega-se a duas grandes conclusões. Primeiro, que a construção de novas hidroelétricas é inevitável nos trópicos úmidos para garantir o crescimento econômico do eixo dinâmico brasileiro. Segundo, que as características da região Amazônica impõem uma visão flexível sobre as fontes energéticas para o desenvolvimento endógeno da região, incorporando fontes alternativas como energia solar, biomassa, eólica e cata-água (unidade flutuante) para comunidades e pequenas atividades produtivas.
Palavras-chave: Hidroelétricas. Desenvolvimento. Impactos Ecológicos. Fontes Alternativas.
Abstract:

This work aims debate the Amazon Dams like source inanimate energy for regional modernization and development. Its starting premise accepts which huge sources of energy are necessary to use modern technologies and development and likewise which electrical energy derived from dams are clean, cheap and renewable the Central Government implanted five high dams on Amazon during 1970s and 1980s. Thus, was analyzed the positive and negative impacts of these large dams on humid tropics from wide available literature. Despite direct impacts begotten upon economy and local income, the socio-environmental costs are enormous and will go perpetuate for many years. The great benefited were international capitals of electrical-intensive industry located on the Amazon well as capitals from other Brazilians regions, seen which 3/5 of Amazon energy is exported. The energy that is local utilized restricts to the large urban centers neglecting thousands of peoples living in rural communities, because economic cost is high and avoids access to the electrical net. It searches demonstrate which energy generated from dams is not clean because are true factories of carbonic (CO2) and methane (CH4) gas, greenhouse gases, beyond several others ecological impacts. The energy is considered cheap because the system not accounts the social and ecological costs of process. The renewable energy not guarantees the regional development because despite haves surplus in energy, the Amazon have human development indicators below Brazilian average. At end, two conclusions are proposed. First, which building new dams are unavoidable on the humid tropics for guarantee economic growth of the Brazilian dynamic axis. Second, the features of Amazon forces flexible vision upon energy sources for regional endogenous development, incorporating options like solar energy, biomass, wind energy and river-mills (floating unit) in rural communities and small productive activities.

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