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Fim de Simpósio e resultado do Prêmio Naea

Simpósio chega ao fim com divulgação dos vencedores do Prêmio Naea

 

Chegou ao fim, na manhã da ultima sexta-feira, dia 08, no Hotel Sagres em Belém “Simpósio Internacional Naea 40 anos”. O evento, que celebrou as quatro décadas de fundação do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, reuniu ao longo de três dias pesquisadores, professores, alunos de diversas instituições para discutir temas como políticas públicas, sustentabilidade e desenvolvimento regional na Amazônia.

No decorrer da programação foram 8 painéis temáticos, 2 conferências que discutiram os principais temas abordados nos estudos e pesquisas do Naea ao longo destes 40 anos e que ainda  são  de grande relevância para a região. Um dos painéis do dia 08, Mineração e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia, é um exemplo. Coordenado pelo professor doutor do Naea Armin Mathis, com a participação da professora doutora María Celia Nunes (UFRJ) e a professora doutora Adriana Mathis (UFPA), o painel apresentou as principais problemáticas e desafios do desenvolvimento da atividade na região.

“As mineradoras na Amazônia, em especial no Pará, como é o caso da Companhia Vale, tem uma força local muito grande, embora não possam ser mais consideradas empresas locais. O que se percebe é que existe hoje uma falta de proatividade do poder púbico diante destas empresas para garantir que atividade também traga benefícios a população”, explica a professora Adriana Mathis, afirmando que uma das consequências negativas da atividade é o aumento da violência em cidades como Marabá.

Em outro painel, o de Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia, a discussão central foi a gestão pública. O professor doutor Fabio Carlos da Silva, que coordenou os trabalhos, destacou a importância central do assunto para buscar meios de melhorar os baixos índices de desenvolvimento dos municípios da Amazônia.

“Hoje nós temos o município que é o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, que é Melgaço, no Marajó. Além dele o Pará tem mais 13 municípios entre os piores IDHs do país. Por isso é fundamental que os gestores dos municípios possam ter uma gestão efetiva, que saibam fazer projetos e a gestão destes projetos”, enfatiza.

Balanços e Perspectivas- O ultimo painel do evento foi dedicado exclusivamente os 40 anos do Naea, fazendo um balanço da história e apresentando perspectivas para o futuro do Núcleo. Participaram da mesa alguns dos ex-coordenadores da instituição como os professores Francisco de Assis Costa, Luis Aragón,Armin Mathis e Fábio Carlos da Silva.

“A Amazônia não pode ser tratada como laboratório de luxo para engordar currículos, a ciência tem que servir a Amazônia e não o contrário. Acredito que o Naea assimilou esta ideia desde o início e tentou sempre visualizar a região a partir de uma perspectiva internacional sempre pautando o desenvolvimento. Agora o Naea se depara com um desafio muito bom, que é o de repetir a experiência que teve da pós-graduação para a graduação e extensão.”, explica o professor Luis Aragón que foi diretor do Naea entre 2001 à 2004.

Prêmio Naea – Ao final do evento a coordenadora de Editoração do Naea , Roseany Caxias, leu o nome dos ganhadores do Premio Naea de Teses e Dissertações e Monografias 2013.  Na categoria Monografia o primeiro e o segundo lugar ficaram com Cleiton Lopes Cabral e Rodrigo e Rodrigo Augusto Alves respectivamente. Já Na categoria Dissertação o primeiro lugar foi para Marciel Theodor Hazeu o segundo para Tatiane de Cássia Silva. José Jamil Fernandes Martins e Mirleide de Chaar Bahia levaram o prêmio na categoria Teses. Os trabalhos premiados serão publicados pela Editora do Naea.

CCDC/NAEA/UFPA

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