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Semana Inaugural Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido

Semana Inaugural Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido

 

Nos dias 3 e 5 de março de 2020, o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU), do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea), realizará a sua semana inaugural do ano de 2020. A programação ocorrerá no auditório Armando Dias Mendes, no térreo do Naea, e contará com três mesas, detalhadas na programação abaixo. Confira:

Programação

3/3/2020 (terça-feira)

14h30 Mesa 1: Terra de Gentes, Terras de Povos, Territórios de Vidas: Desafios e Embates na Conjuntura às Estruturas de Diversidade Amazônica

Participantes: Rosa Acevedo (PPGDSTU/NAEA/UFPA, PPGA/UFPA e PPGCS UEMA), Ligia Simonian (PPGDSTU/NAEA/UFPA), Flávio Barros (PPGAA-INEAF UFPA e PPGA-UFPA)

Mediação: Dra. Nírvia Ravena (PPGDSTU-UFPA)

Ementa: Desde o ano de 2016, o avanço de legislações, decretos e medidas administrativas várias, que incidem violentamente sobre povos e comunidades tradicionais, povos indígenas, o povo negro e a população quilombola, tem sido evidente. Declarados e negociados em alta velocidade, e praticamente eliminando os lugares institucionais de negociação das diversidades e de formulação e reivindicação de políticas públicas, os atos e ações do Estado para mudar o sistema de reconhecimento e regularização de territórios tradicionais, territórios quilombolas e, mesmo, das Unidades de Conservação, seja de proteção integral ou de uso sustentável, trazem por parte de novas e velhas elites parlamentares, executivas, judiciais e econômicas o questionamento sobre dois aspectos constitucionais garantidos: as terras tradicionalmente ocupadas e o reconhecimento de que essas terras dispõem de proteção ambiental diferenciada, enquanto contribuintes para um meio ambiente equilibrado e biodiverso. Esta mesa pretende debater os efeitos dessas mudanças na Amazônia, considerando ser essa a região com o maior quantitativo destas terras e desses povos, construindo-se em uma terra-região de gentes, as mais diversas, sejam em seus projetos de vida, em seus sistemas produtivos e de plantio e de suas ricas culturas alimentares. A conjuntura afeta, assim, as estruturas amazônicas de diversidade e todas as políticas e legislações, que a despeito da territorialização contínua do capital desde a década de 60, que ainda existem ou já existiram para proteger essa mesma estrutura.  

5/3/2020 (quinta-feira)

09:30 Mesa 02: Economia Política da Amazônia e na Amazônia: a região na mudança do clima e no clima de mudanças da agenda de desenvolvimento

Participantes: Dr. Francisco de Assis Costa (PPGDSTU-NAEA/UFPA e PPGECON UFPA) e Dr. Armin Mathis (PPGDSTU-NAEA/UFPA)

Mediação: Dra. Marcela Vecchione(PPGDSTU-UFPA)

Ementa: Amazônia em chamas, despejo de agricultores familiares, mudanças nos sistemas de monitoramento e registro do sistema de posse e uso de terras na região, incluindo a destinação de áreas à mineração. O desmatamento recorde aliado ao aumento de assassinatos de lideranças no campo, bem como às mudanças significativas nos sistemas fluviais são alguns aspectos que afetaram a Amazônia e seus processos políticos, econômicos, sociais e ambientais no ano de 2019.Nesse mesmo, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC-ONU) divulgou relatório em que aponta a mudança do uso da terra como fator primordial para o avanço das mudanças climáticas, aliada ao consequente aumento das condições degradantes para a reprodução da vida e garantia do bem estar.Analisar o lugar da Amazônia no mundo, e do mundo na Amazônia, está no foco dessa mesa para que pensemos nossa função como investigadores nos tempos futuros. A ideia é fazermos reflexões sobre a conjuntura dando nossos aportes sobre como a estrutura institucional, histórica e, também, de vida (e das vidas) na Amazônia em relação com outros sujeitos e agentes e externos já ocorrem e podem ser um bom caminho alternativo às mudanças globais que se apontam – e despontam. Ao fazer estas reflexões estaremos debatendo as questões prementes da atualidade que envolvem o desmatamento, o uso da terra e as desigualdades, regionais e globais. A proposta é que façamos um debate sobre desenvolvimento regional levando em conta esses aspectos.

14h - Momento Informativo sobre pesquisa e utilização de base de dados

Mediação e Condução da Oficina: Biblioteca Central da UFPA

16h30 Mesa 3: Caminhos Globais pelos Trópicos Amazônicos

Participantes: Roberto Araújo (PPGCA-UFPA/Museu Goeldi e Embrapa), Claudia Horn (Pesquisadora Doutoral PPGDSTU-UFPA e Doutoranda London School of Economics and Political Science e Ricardo Folhes)

Mediação: Dra. Oriana Trindade

Ementa: Debater a internacionalização na Amazônia, além de da Amazônia, pode abrir horizontes de perguntas mais complexas e diversas a respeito dos efeitos, relações de poder, subjetividades emergentes (e insurgentes) e novos espaços constitutivos de ação política, social, econômica e ecológica na região.  Desde a conformação do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), ainda na década de 40, até a implantação do Programa Piloto de Proteção de Florestas Tropicais no Brasil (PPG7), que deu o impulso à conformação dos instrumentos de governança ambiental não só neste país, mas na Panamazônia, tais espaços foram sendo instituídos, por vezes enquanto real possibilidade de alternativas de desenvolvimento territorial, por outras como passos fundamentais à constituição de estruturas de regulação do uso da terra. Estruturas como zoneamentos econômicos e ecológicos ou o desenho do que seriam as florestas públicas no país acabaram por regular – e crias disputas, ocasionalmente – no que era a própria relação entre os povos da floresta e a natureza ou entre outros grupos de interesse – econômicos e políticos – e a natureza. A governança ambiental e territorial acaba, assim, por evidenciar mundos distintos em operação nas terras amazônicas desde àquela época. Passando aos tempos atuais de contextos de colisão entre culturas de desenvolvimento da vida amazônica e as grandes cadeias dos sistemas agroalimentares globais chegamos desde esses conflitos iniciados no passado aos problemas relacionados ao manejo das águas continentais - nos rios e nos céus - até o controle da sobrevivência em um contexto de crise climática. Dessa forma, esse movimento de internacionalização e globalização na região por cooperação, projetos ou governos no frigir da democracia trazem para nós a permanência da centralidade da reflexão – e das soluções – para e da Amazônia. Animados e preocupados com essa conjuntura, esta mesa tem o objetivo de pensar sobre os citados processos na marcação dos 25 anos do PPG7, mas em um processo de mudança profunda sobre o que se marca como a governança do ordenamento territorial, ambiental e de terras da Amazônia.   

18: 30 - Encerramento

Endereço: Av. Perimetral, Número 1 - Guamá, Belém - PA, Brasil Código Postal: 66075-750 55(91) 3201-7231