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Laudo Antropológico é entregue à comunidade quilombola Pimenteira para titulação junto ao Incra

Jacarequara, Três Voltas, Tipitinga, Muruteuazinho e Pimenteira são comunidades quilombolas reconhecidas no município de Santa Luzia do Pará e certificadas pela Fundação Cultural Palmares. No último sábado (3), foi entregue o estudo antropológico “Quilombolas de Pimenteira (Santa Luzia do Pará): Identidade e território”, peça do processo de titulação junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A responsável pelo documento é a Profa. Dra. Rosa Elizabeth Acevedo Marin, vinculada ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea/UFPA), Programa de Pós-Graduação em Antropologia – PPGA/UFPA e ao Programa de Pós-Graduação Cartografia Social e Política da Amazônia, da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. A entrega do trabalho foi feita à senhora Domingas Alves de Nascimento, presidente da Associação Quilombola dos Agricultores Familiares de Pimenteira - AQUAFAP.

A professora agradeceu à comunidade de Pimenteira pela confiança e fez menção que esse estudo reflete a divisão intelectual do trabalho entre membros da comunidade e pesquisadores.  Citou os nomes de colaboradores no trabalho de campo:  Domingas Alves do Nascimento, Arlene Nascimento dos Santos, Leiane Zacarias do Nascimento, Maria Zenir Castro dos Santos, Diana dos Santos Nascimento.  A profa. Shirley Maria Silva Nogueira, ex-aluna do NAEA e Dra. em História pela Universidade Federal da Bahia, teve uma participação importante na pesquisa. Foram feitos agradecimentos aos colaboradores pela Rede Bragantina de Economia Solidária, à senhora Nazaré Reis Ghirardi e ao senhor Vincenzo Ghirardi, à antropóloga Kerri Brown e ao antropólogo Alessandro Bonati.  O geógrafo Wellington Fernandes, (LAENA/NAEA) contribuiu no trabalho de cartografia.  Cristiane Nogueira, bióloga, ex-aluna do NAEA realizou a Analise Descritiva.

O senhor Isaldo Alves do Nascimento foi convidado para realizar a leitura da dedicatória:

"Agradecemos à comunidade Pimenteira e aos membros da AQUAFAP – Associação Quilombola dos Agricultores Familiares de Pimenteira – que depositaram confiança na elaboração deste estudo.

Compartilhamos inteiramente a visão de que a política de reconhecimento e a efetivação de direitos territoriais são prioridades de Pimenteira e de todas as comunidades quilombolas do Brasil, e somente a luta sem trégua permitirá atingir esses propósitos."

Finalizada a apresentação do estudo os presentes trocaram ideias para realizar a leitura coletiva do trabalho e a definição de uma estratégia de divulgação, ao mesmo tempo, que serão reiteradas reivindicações por uma escola na comunidade, de apoio as ações para evitar o desmatamento e a contaminação de agrotóxicos que são usados por fazendeiros vizinhos.

Acompanhou esse ato Maria da Paz Saavedra, Técnica do NAEA e doutoranda no PPHIST/UFPA.

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