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Workshop sobre mudanças climáticas

Workshop internacional sobre mudanças climáticas
reúne pesquisadores em Belém
 
As mudanças climáticas vêm despertando especial preocupação de pesquisadores para dois ecossistemas muito vulneráveis a este fenômeno: as zonas costeiras e estuários de rios. Isto por que são eles os que sofrem de maneira mais direta os impactos das mudanças do clima, colocando em risco a segurança das populações que vivem nestes ecossistemas. Para discutir este assunto Belém sediará, de 2 a 4 de outubro deste ano, o Workshop sobre a vulnerabilidade nas zonas costeiras e deltas, população ribeirinha e mudanças climáticas. O evento ocorre no Hotel Regente e pretende reunir pesquisadores, especialistas e avaliadores externos na área de mudanças climáticas de várias regiões do mundo.
 
O evento é promovido pelo Naea em parceria com o "The International Development Research Centre (IDRC), entidade internacional que busca encontrar soluções para problemas em países em desenvolvimentoo Workshop tem como um dos principais objetivos validar e sintetizar seis projetos que tratam da vulnerabilidade em sistemas costeiros e estuarinos em vários países além de promover a troca de experiências e o compartilhamento de projetos que atuem na mesma região ou que concentram-se em temas similares.
 
Mudanças Climáticas na Amazônia – Um dos projetos a serem apresentados no Workshop é “Adaptações sócio-culturais dos caboclos na foz do Amazonas do Brasil para eventos extremos de marés” coordenado pela pesquisadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos – Naea/UFPA, Drª Oriana Trindade de Almeida. O objetivo é observar as respostas culturais às vulnerabilidades criadas por mudanças do número, duração e altura de inundações inesperadas conhecidas localmente como lançastes e  outros distúrbios e anomalias  no estuário Amazônico causados pelas mudanças climáticas.
 
O estudo tem o foco nas comunidades caboclas e nas redes sociais das quais eles dependem uma vez que, à pelo menos 30 anos, estas comunidades vem se adaptando ao fenômeno, mudando seus modos de produção da agricultura para sistemas agroflorestais, manejo florestal e pesca.
 
Ainda segundo o estudo da pesquisadora os impactos sociais e econômicos dos eventos extremos de marés (as grandes inundações) serão consideráveis na várzea amazônica, bioma onde se concentram mais de 5 milhões de pessoas e de grande importância econômica para a região.
 
 
OBS: O número de vagas para o evento já foi totalmente preenchido.
 
 
 
CCDC/NAEA/UFPA
Foto: Divulgação 
 

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