Clima e impacto no estuário amazônico

Naea aprova projeto que analisa cidades do Delta da Amazônia.

A intensificação do processo de urbanização no Delta da Amazônia verificada nas últimas duas décadas causou transformações sócio-espaciais-ambientais, inclusive no desenvolvimento de pequenas cidades no Delta da região. O Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - Naea recentemente aprovou um projeto intitulado Efeitos de expansão e retração econômicas e perturbações climáticas no modo de vida e na resiliência de pequenas cidades do Delta Amazônico - que visa analisar o impacto das mundanças climáticas no estuário Amazônico por meio do estudo de quatro cidades do estuário: Ponta de Pedras e Abaetetuba,  no Estado do Pará, e Santana e Mazagão,  no estado Amapá. O projeto é coordenador pela professora doutora Oriana Trindade de Almeida, do Naea,  e é  uma colaboração entre a universidade de Columbia-EUA, Universidade de Walterloo, UNIVAP,  o IFPA-Abaetetuba e com a Universidade Estadual do Amapá - UEAP. A meta é pensar politicas que aumentem a resiliência dessas cidades de forma participativa às mudanças climáticas globais.

Projeto - Neste projeto foram selecionadas quatro cidades que têm experimentado crescimentos populacionais maiores que a média brasileira. Acredita-se que uma parte deste crescimento é devido ao seu papel como centros para a execução de programas de bem-estar estaduais e federais, bem como pela oferta de serviços públicos. A disponibilidade de recursos financeiros e a natureza socioambiental inclusiva do desenvolvimento reduziram a pobreza e aumentaram a resiliência das quatro cidades às inundações. As quatro cidades estudadas estão cada vez mais substituindo as capitais estaduais como centros de comércio e mobilidade de recursos dentro e fora da região do Delta Amazônico. Como centros de mercado, essas cidades fornecem incentivos para que os residentes se envolvam em pesca, agrossilvicultura, silvicultura e outras atividades rurais. Atualmente,  uma parte significativa das famílias tem parte de sua renda familiar derivada  da produção, processmento e venda de açaí e outros recursos agroflorestais e florestais. No entanto, grande parte da população está vivendo em bairros propensos a inundações com infraestrutura precária. O déficit de infra-estrutura urbana está forçando os moradores a ocuparem áreas expostas a eventos de inundação extremos e doenças transmitidas pela água.

Vulnerabilidades - Este projeto tem objetivo de estudar quais são os atributos sócio-ecológicos que têm facilitado essas cidades a superar aos períodos de retração e de expansão (“boom and bust”) Se as cidades são resistentes aos choques climáticos e, se não, que medidas de adaptação são necessárias para reduzir a vulnerabilidade? O objetivo é coletar e analisar informações sócio-econômicas e climáticas dessas pequenas cidades para avaliar as questões de pesquisa colocadas acima. Posteriormente ocorrerão quatro workshops em cada cidade para discutir resultados de pesquisa e possiveis políticas para aumentar a resiliência dessas cidades.

O projeto é financiado pela Rede de Conhecimento sobre o Clima e Desenvolvimento (CDKN), o centro de investibacao para desenvolvimento internacional do Canadá (IDRC) e a Fundación Futuro Latinoamericano (FFLA), em uma  iniciativa conjunta de Cidades Resilientes ao Clima na América Latina.

 

Equipe:

UNIVAP

Sandra da Costa - Professora UNIVAP

Nathan Vogt – Professor UNIVAP

Angelica Toniolo – Professora UNIVAP

NAEA e IFPA e UEPA

Shaji Thomas - Postodoc

Alex Nina – NAEA Doutorando

Miguel Mascarenhas Leite – Economista NAEA

Josiel Vilhena – IFPA-Abaetetuba

Fernando Rabelo  - UEAP - Macapá

Luciene Souza – Gestão de projetos – NAEA

Colaboração: Universidade da Columbia e Waterloo.

Endereço: Av. Perimetral, Numero 1 - Guamá, Belém - PA, Brasil Código Postal: 66075-750 +55(91) 3201-7231

Desenvolvido por Equilibriumweb