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Pesca e território no Pará

A territorialidade nos rios da Amazônia Paraense.

A exuberância dos rios na Amazônia proporciona tanto o lazer, o turismo e, fundamentalmente, a base de alimentação e o sustento de várias comunidades ribeirinhas. Os conflitos gerados pela territorialidade nos rios causam problemas, ou seja, os pescadores disputam entre eles, com as comunidades e com os turistas esses espaços. Logo, essa situação revela à proporção que a “posse” por territórios (rios) pode alcançar. Outro fator a ser observado dentro desse contexto está no tamanho da embarcação e os apetrechos utilizados pelos pescadores, que influenciam na delimitação do território da pesca. Esses e outros aspectos são abordados no texto “Pesca e influências territoriais em rios da Amazônia”, de autoria do Profs. Christian Silva, João Silva, Clay Chagas e Franciney Ponte, disponibilizado no banco da revista Novos Cadernos NAEA – Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, da UFPA. Leia o texto completo

Inicialmente, a pesquisa aborda a territorialidade nos rios da Amazônia Paraense, além de levantar a importância do território para seus atores sociais. Segundo os autores da pesquisa “O território é produto e reflexo da atuação dos indivíduos no espaço e no uso dos recursos naturais”. Evidentemente, os sujeitos estando nesses espaços territorializam suas ações sociais para manterem-se nele.

Usuário - Além disso, no artigo pode-se visualizar a figura relevante de um modelo esquemático simplificado do uso do território e de seus recursos, que foi desenvolvido pelos autores da pesquisa. Na reflexão realizada por eles utilizando o modelo esquemático os mesmos deixam nítido que o termo “usuário” abrange além dos pescadores, qualquer sujeito que precisa dos rios para locomoção e extração de recursos.

No texto está ainda a questão do aprimoramento dos pescadores para obtenção de maiores quantidades de produtos, ou seja, estes procuram utilizar novas tecnologias e equipamentos influenciando na atividade pesqueira. E como exemplo de equipamentos modernos há o SONAR e o GPS. 

No entanto, na pesca artesanal, ainda se utiliza tecnologias simples denominada de apetrechos, de fácil manejo e produção. Em sua grande maioria, a pesca artesanal é realizada com apetrechos dos próprios pescadores ou emprestado de outros.  Quando os pescadores são os sujeitos que confeccionam seus apetrechos de pesca artesanal, utilizam de náilon a matérias retirados da floresta como: cipó titica (Heteropsis spruceana Schott), a tala de jupati (Raphia vinífera), de miriti (Mauritia flexuosa L.) e outros. Segundo os autores “O tipo de apetrecho utilizado determina a área de abrangência do pescador, determinando a sua territorialidade”.

Texto: Lenne Carvalho

Foto: Acervo Naea

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