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O papel das redes na comunicação da ciência

Comunicação e Ciência em debate no Naea.
 
O Quinta de Ciências do último dia dia 09 de junho, teve como tema o “Seminário Comunicação e Divulgação Científica: Perspectivas e Desafios”, no auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos. O evento contou com a presença do professor Roberto Lopes dos Santos Júnior, da Faculdade de Arquivologia, da Universidade Federal do Pará. O seminário trouxe discussões sobre a comunicação e a divulgação científica, abrindo o debate para o objetivo maior da divulgação científica que é levar entendimento para qualquer público ao se tratar de ciência. Para o professor Roberto dos Santos, precisa-se ter a sensibilidade de comunicar para  público que não é especialista no assunto.
 
Ao ser perguntado quais seriam os melhores meios de divulgação da ciência, o professor comentou. “Atualmente, o meio que detém uma forte importância são as redes sociais como, por exemplo, o Facebook, Instagram, Twitter, no campo da divulgação as redes sociais possuem uma importância considerável, existem algumas controvérsias, não é algo unânime, alguns cientistas reclamam que pode haver algum empobrecimento, mas no âmbito de divulgação e levar informação para um número grande de pessoas, claro que a televisão também é importante e vai se manter, mas no geral a internet, as redes sociais e o facebook estão sendo considerados como os principais meios”.
 
Redes - O professor ainda especificou a importância que essas redes teriam na divulgação de informações. “O Facebook especificamente tem uma vantagem que é poder espalhar essa informação para um grupo maior e não apenas para um grupo que está ligado aos seus contatos ou a uma comunidade fechada. Apesar de não ser muito discutido isso, e é uma falha, mas a importância que essa rede social tem é de justamente alcançar um número considerável de pessoas, você pode enviar a informação pro seu grupo de amigos, esse grupo de amigos pode enviar para outro grupo e esse grupo de criar um evento e por sua vez esse evento interessará a outras pessoas e nessa visão aumenta exponencialmente o número de pessoas que podem vir, a saber, da existência dessa informação”.
 
Para encerrar, Roberto Lopes falou sobre a questão da legitimidade para divulgar a ciência. “Essa é uma questão que eu acho que deveria estar tendo uma discussão, mas não necessariamente está tendo, fazemos discussões no âmbito mais quantitativo, no geral, um artigo, uma biblioteca ou um museu, por exemplo, se estes querem fazer um evento ou apresentar informações, as pessoas que foram delegadas para divulgar tem o poder de fazê-lo. No âmbito profissional é mais fácil identificar, porque você já tem a instituição, você já tem uma pessoa ligada a instituição que vai fazer essa divulgação, a pessoa trabalha neste local. Agora num âmbito mais pessoal esse limite de quem pode ou quem não pode fica meio tênue, se a pessoa tem uma especialização, se ela é formada e se essas discussões apresentam algum tipo de embasamento pode ser considerada”.
 
Texto: Laura Costa

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