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A Amazônia e o impacto da construção das grandes hidrelétricas

Grandes hidrelétricas e os dilemas impostos à sociedade.

A Amazônia sofre com a implantação de hidrelétricas e com a exclusão cada vez maior  dos direitos das comunidades locais onde esses empreendimentos estão a ser construídos. Essas e outras reflexões valiosas a respeito da questão das hidrelétricas na Amazônia e o conjunto de discursos que envolvem os prolemas sociais, étnicos e ambientais relacionadas a implantação dessas  obras em solo amazonida são abordados no paper Hidrelétricas na Amazônia e grandes dilemas postos à sociedade no século XXIde autoria da Profa. Edna Castro, Sara Alonso, Sabrina Nascimento, Larissa Carrreira, Simy Correa disponibilizado no banco de papers do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - Naea, da UFPA. Leia o paper completo .

Inicialmente o texto faz um apanhado histórico da industrialização e os efeitos na sociedade, bem como aborda a Revolução Industrial no sentido de entender a sua relação com o desenvolvimento do capitalismo. E esse diálogo se torna interessante quando as autoras do trabalho  tratam sobre o “Fordismo e o Taylorismo” ao sinalizar na década de 70, além das inovações tecnológicas no trabalho, o contexto influenciava na  dimensão da vida social das pessoas.

Matriz energética - Assim, no final do século XX os diálogos estavam crescentes sobre “uma matriz energética descentralizada”, ou seja, buscava-se cada vez mais pelo fluxo de concentração do poder econômico, implantação de hidrelétricas em vários países favorecendo setores da indústria, agricultura e outros.

Na Amazônia a discussão de geração de energia também estava voltada para o desenvolvimento de hidrelétricas. E como declarado pelas autoras “Conforme planos alimentados por governos anteriores e prospectados para o ano de 2020, estava prevista a construção de cinquenta hidrelétricas grandes e médias nos rios da Amazônia, o que representaria um dos maiores impactos sociais e ambientais que a região pode vir a sofrer”. 

Muitas lutas e mobilizações estão sendo travadas diante da construção Usina de Belo Monte no Pará, lutas a favor ou contra a obra. Logo, a barragem do rio para construção da usina gera desequilíbrio social, local, ambiental, econômico e além de conflitos com populações rurais, urbanas, indígenas e outras. Além disso, temos os grandes projetos na Amazônia, suas consequências para o estado do Pará, em especial para região sudeste, onde o Projeto Grande Carajás se instalou. A Companhia Vale do Rio Doce coordena a ALBRÁS/ALUNORTE no município de Barcarena, Mineração Rio do Norte, no Rio Trombetas, Projeto Grande Carajás e a Hidrelétrica de Tucuruí. Efetivamente, todos esses empreendimentos afetaram e desrespeitaram as comunidades locais onde foram inseridos os projetos.

Potencial - Em relação à política nacional de energia e o papel da Amazônia o panorama energético nacional indica a geração hidroelétrica como favorita entre as demais fontes de energia sejam elas renováveis (eólica, biogás, etc.) e não renováveis (carvão mineral etc.). Isso ocorre devido à abundância de rios no território brasileiro, em especial na Amazônia. O governo federal prioriza a energia hidroelétrica, pois tem por objetivo estabelecer-se o páis como o terceiro maior potencial hidrelétrico do mundo. Assim, estão em fase de desenvolvimento nove usinas hidrelétricas, entre as quais Belo Monte localizada no município de Altamira. Entretanto, o desenvolvimento desses projetos acarreta impactos ambientais, sociais. Logo, destacamos o alagamento sofrido nos municípios de Miracema e Lajeado ambos no estado de Tocantins devido a UHE Luis Eduardo Magalhães. Além disso, as irregularidades de impacto ambientais e sociais denunciados, relacionado à usina de Belo Monte, que foram desprezados.

 

Texto: Lene Carvalho.

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