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Impactos ambientais em Áreas Protegidas

Artigo aborda impactos ambientais em áreas protegidas na Região Metropolitana de Belém

Uma pesquisa desenvolvida no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará (UFPA) revela que a Área de Proteção Ambiental (APA) Metropolitana de Belém ainda não atingiu o seus objetivos de minimizar impactos ambientais. A pesquisa está detalhada no artigo "Geografia da ‘Área Protegida’: uma abordagem sobre os efeitos da expansão urbana na qualidade de vida da APA Metropolitana de Belém-PA (1994-2009)”, do pesquisador Cleiton Lopes Cabral, publicado no Paper do Naea. Esse trabalho tem origem na monografia do pesquisador, vencedora do Prêmio Naea de 2013, na categoria Monografia.

O objetivo do trabalho é entender até que ponto a APA Metropolitana de Belém tem produzido os resultados esperados para garantir a qualidade de vida diante da expansão urbana. A partir do estudo verificam-se as relações que se estabelecem entre a expansão urbana histórica e recente de Belém, o comprometimento da qualidade de vida da população que ali vive e a necessidade de conservação no ambiente urbano.

Para isso o pesquisador utilizou técnicas de sensoriamento remoto com imagens obtidas de satélites, para interpretação, quantificação e mapeamento do espaço da APA. Foram adquiridas três imagens dos anos de 1994, 2001 e 2009. O estudo também utilizou dados obtidos em campo, por meio de entrevistas junto aos moradores do bairro de Àguas Lindas com mais de 15 anos de residência.

O bairro apresentou novas frentes de expansão urbana, de acordo com imagens de satélite. Os relatos dos moradores comprovam, de acordo com a pesquisa, que muitos problemas de serviços públicos são vivenciados há 16 anos, os quais continuam se repetindo atualmente.

Apesar de a cobertura vegetal da APA ainda se manter acima do índice mínimo de 30% recomendados para amenizar altas temperaturas da cidade (a vegetação conservada em 2009 encontra-se em 63,71%), os resultados são pouco animadores, de acordo com o estudo. Houve uma perda de 7,88% da vegetação, em 2009, comparada ao total do ano de 1994. Nas áreas sem vegetação com solo desnudado, o aumento foi de 5,15% e a vegetação recente que passou a se recuperar com a regeneração em estágio inicial teve uma queda de 6,05%. Isso resulta na diminuição da qualidade de vida dos moradores da APA.

APA - A expansão urbana na Região Metropolitana de Belém se intensificou na década de 1980, Com o surgimento de espaços insalubres. A preocupação dos órgãos públicos voltou-se para os mananciais do Utinga (lagos Bolonha e Água Preta), que abastecem aproximadamente 70% da população residente na RMB.

Devido a as mudanças espaciais no entorno dos mananciais, uma das medidas adotadas foi a criação da Área de Proteção Ambiental dos Mananciais de Abastecimento de Água de Belém – APA Belém (atualmente denominada APA Metropolitana de Belém) e o Parque Ambiental de Belém (hoje denominada Parque Estadual do Utinga).

A APA situa-se nos municípios de Belém e Ananindeua, com aproximadamente 137.369 habitantes e abrange os bairros: Universitário, Marco, Curió-Utinga, Souza, Castanheira, Guanabara, Águas Lindas e Aurá.

 

CCDC/NAEA/UFPA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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