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Indústria de Alimentos

Indústria alimentícia no Pará não é competitiva, aponta estudo do NAEA

A indústria de alimentos, principalmente o seguimento de fabricação de biscoitos e bolachas, no Pará, vem apresentando dificuldades de manter-se em nível de competitividade, em relação à indústria nacional, segundo aponta estudo publicado, em artigo, no Papers do Naea pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA).

A pesquisa ”Crescimento da renda e da indústria de alimentos em áreas periféricas: uma análise da fabricação de biscoitos e de bolachas da Região Metropolitana de Belém, Pará” , de autoria de Maurílio Monteiro e Adejard Cruz faz um comparativo entre a produção de alimentos local e nacional.

Por meio da média dos indicadores de evolução do setor, analisa o nível de competitividade da indústria de fabricação de biscoitos e bolachas do Pará, em um contexto favorável de crescimento de renda e de expansão da indústria de alimentos, no país, na ultima década.

A analise foi feita tendo com base índices, indicadores de competitividade e avaliações comparativas, com dados obtidos por meio de pesquisa de campo e fontes secundárias.

A receita líquida da indústria de alimentos, que triplicou entre os anos de 2001 e 2011, passando de R$ 102,7 bilhões para R$ 316,5 bilhões e o crescimento da renda e do consumo dos brasileiros da ultima década (3,65%, renda per capita) apontam para um cenário positivo para indústria alimentícia nacional.

Apesar dessa evolução, a fabricação de biscoitos e bolacha do Pará apresentam dificuldades de se manter competitiva, por fatores como a baixa capacidade e eficiência produtiva. Em termos de desempenho, apresenta baixa capacidade de geração de excedentes pelo processo produtivo, segundo aponta o estudo.

Outro fator que contribui para esse bloqueio, de acordo com a pesquisa, é a grande inferioridade, levando em consideração índices nacionais, de remuneração média e produtividade do trabalho, revelando “um quadro de dificuldade técnica e operacional da indústria local”.

No Estado do Pará, a produção de alimentos industrializados é o setor que mais promove geração de empregos, contribuindo, de maneira significativa, na economia local. Porém, segundo indica o artigo, a fabricação de biscoitos e bolachas no Estado pode não estar apta a captar os ganhos oriundos dessa maior movimentação do setor alimentício.

 

CCCDC/NAEA/UFPA

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