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Papers

Açaí reconquista mulheres Amazonidas (171)
Autor(es): Ligia Terezinha Lopes Simonian, Jucirene M. Nascimento
Ano: 2004
Resumo: Analisa-se o processo de inserção de mulheres paraenses na produção e venda de suco de açaí, em Belém do Pará, a partir de 1995, quando começou esse fenômeno. Só na Feira do Açaí, na área do Ver-O-Peso, constatou-se em torno de 70 mulheres comprando a matéria-prima açaí (frutos) de madrugada, número que é bem maior devido ao fato de que muitas outras produtoras não se dirigem pessoalmente para essa grande feira, mas enviam outras pessoas em seu lugar. Num survey realizado em maio de 2002, entrevistou-se 13 mulheres, de forma que os resultados revelaram que mulheres maduras, com média de idade de 42,5 anos, estão, a passos largos, assumindo o comando da família. São 58,3% que, sozinhas, dirigem a família e 41,7% que declararam ajudar os maridos a complementar a renda familiar. Em geral, elas moram em bairros e localidades pobres (Guamá, Bengui, Canudos, Marambaia, Sacramenta, Outeiro, Ananindeua, Marituba e Mosqueiro) e possuem família de tamanho médio (4,5 pessoas). Ainda, mais reveladores foram os dados sobre a origem do “capital inicial”, empregado na atividade do açaí. Nesse ponto predominaram duas respostas: indenização do emprego assalariado anterior e através do salário do marido. Porém, quando interrogadas dos motivos que as levaram a trabalhar com suco de açaí, as respostas deixaram a desejar. Apenas duas delas apresentavam um conteúdo objetivo e plausível: “porque é rentável”; “porque o ganho é bom”. Esta lacuna transformou-se em objeto principal de investigação e análise, sobre o qual foram realizadas entrevistas mais detalhadas. Os resultados mudaram os primeiros dados, principalmente, quanto à origem do capital e o papel dessas mulheres na família.
Palavras-chave: Açaí. Mulheres. Família. Alimentos. Produção. Mercadoria. Amazônia.
Abstract:

Analisa-se o processo de inserção de mulheres paraenses na produção e venda de suco de açaí, em Belém do Pará, a partir de 1995, quando começou esse fenômeno. Só na Feira do Açaí, na área do Ver-O-Peso, constatou-se em torno de 70 mulheres comprando a matéria-prima açaí (frutos) de madrugada, número que é bem maior devido ao fato de que muitas outras produtoras não se dirigem pessoalmente para essa grande feira, mas enviam outras pessoas em seu lugar. Num survey realizado em maio de 2002, entrevistou-se 13 mulheres, de forma que os resultados revelaram que mulheres maduras, com média de idade de 42,5 anos, estão, a passos largos, assumindo o comando da família. São 58,3% que, sozinhas, dirigem a família e 41,7% que declararam ajudar os maridos a complementar a renda familiar. Em geral, elas moram em bairros e localidades pobres (Guamá, Bengui, Canudos, Marambaia, Sacramenta, Outeiro, Ananindeua, Marituba e Mosqueiro) e possuem família de tamanho médio (4,5 pessoas). Ainda, mais reveladores foram os dados sobre a origem do “capital inicial”, empregado na atividade do açaí. Nesse ponto predominaram duas respostas: indenização do emprego assalariado anterior e através do salário do marido. Porém, quando interrogadas dos motivos que as levaram a trabalhar com suco de açaí, as respostas deixaram a desejar. Apenas duas delas apresentavam um conteúdo objetivo e plausível: “porque é rentável”; “porque o ganho é bom”. Esta lacuna transformou-se em objeto principal de investigação e análise, sobre o qual foram realizadas entrevistas mais detalhadas. Os resultados mudaram os primeiros dados, principalmente, quanto à origem do capital e o papel dessas mulheres na família.

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