Aplicativo auxilia no monitoramento de alagamentos

 

Ferramenta auxilia moradores na coleta e compartilhamento de dados sobre alagamentos e inundações

OAqui Alaga?” é um formulário que funciona a partir do aplicativo ODK Collectdisponível na Play Store de smartphones Android. A ferramenta é alimentada por moradores e/ou usuários, e todos têm acesso ao banco de dados armazenados e podem monitorar os alagamentos e inundações em tempo real. Os gestores de órgãos do governo também podem acessar as informações, o que serve de instrumento para elaboração e implementação de políticas públicas em suas cidades.

 

 

O principal objetivo do “Aqui Alaga?” é poder criar um banco de dados sobre alagamentos e inundações, para assim poder ajudar os órgãos da defesa civil na redução e miniminização dos riscos causados pelas mudanças climáticas, além de auxiliar a população na reivindicação de políticas públicas com base no banco de dados.

 

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Como funciona - A ferramenta permite aos usuários enviar dados sobre a formação de buracos, deslizamentos de terra, áreas alagadas, crateras, danos de sistemas de saneamento, especificamente sobre sua natureza e como eles estão se formando. Os participantes também podem marcar a localização exata e alimentar o sistema sobre a profundidade estimada da água e o tamanho das crateras, além de poder tirar fotos de áreas de inundação e enviá-las para o servidor.

“Este aplicativo é um instrumento que disponibiliza informações para que as pessoas possam exigir políticas públicas para melhorar a infraestrutura em áreas alagadas. Com base no banco de dados de alagamentos e inundações, os moradores também podem judicializar as demandas que não foram atendidas”, ressalta Shaji Thomas.

Importância - Um dos colaboradores da ferramenta, o pesquisador Shaji Thomas (NAEA/UFPA), explica que as mudanças climáticas afetaram os padrões de Pequenas Cidades do Delta do Amazonas (PeCiDAM), assim como precipitações mais longas e mais fortes estão impactando as cidades de maneiras diferentes de como antes ocorria, o que causa sérios danos para a infraestrutura de mobilidade, saúde e saneamento.

“Um planejamento urbano poderia amenizar o impacto dos alagamentos, mas localizá-los é frequentemente difícil. Mapear e acompanhar a situação desses alagamentos é um desafio porque não há muitos detalhes disponíveis, e sem esses dados simples, qualquer esforço para monitorar e se adaptar à mudança dos padrões de precipitação será custoso e deficiente”, afirma Shaji Thomas.

A resistência das pequenas cidades está ligada com a capacidade das instituições e moradores em coletar e compartilhar detalhes importantes sobre os mudanças hidroclimáticas. Por isso, o pesquisador ressalta que “os recentes avanços no acesso às ferramentas de informação, tais como o celular e as mídias sociais, principalmente o facebook, trazem oportunidades para os agentes políticos governamentais melhorarem a sua capacidade de divulgação do clima e eventos hidrológicos em tempo real.”

Começando a utilizar - Primeiramente, é necessário possuir um smartphone com sistema Android. Em seguida, deve ser feito o download do aplicativo ODK COLLECTO último passo é configurá-lo com o formulário AQUI ALAGA. A equipe do projeto é responsável por fornecer o acesso ao formulário e também um manual de instalação.

Sobre o “Aqui Alaga?” - Foi desenvolvido por Tieng Lee e Miguel Pinedo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com a colaboração da equipe da pesquisa do UFPA/NAEA integrada por Oriana Almeida, Shaji Thomas, Sérgio Rivero, Carolina Furtando, Adriana Abreu, Ana Carolina Lima, Mariana Piva e Miguel Leite, do projeto “Cidades Resilientes ao Clima na América Latina”. A iniciativa tem o apoio financeiro da iniciativa conjunta entre a Aliança do Clima e do Desenvolvimento (CDKN), o Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento (IDRC) e a Fundação Futuro Latinoamericano (FFLA).

Para mais informações, entrar em contato com os colaboradores do NAEA/UFPA através do e-mail shajibrasil@gmail.com ou telefone (91) 3201-8500. Há também um grupo no facebook.

Texto: Matheus Luz - Assessoria de Comunicação da UFPA
Arte: DivulgaçãoFONTE:

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