A voz dos indígenas sobre Belo Sun

Naea sedia debate sobre ataques de mineradora Belo Sun.

Na próxima segunda, 11 de dezembro, representantes dos indígenas Juruna estarão no auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - Naea/UFPA, às 16 horas, para discutir os ataques insistentes da mineradora Belo Sun à volta grande do Xingu e as incessantes lutas de resistência contra os projetos de destruição. O evento “Mineração insistente, existências insurgentes” é promovido pelo Grupo de Pesquisa ReExisTerra - Resistências e ReExistências da Terra, pelo Grupo de Pesquisa Ameríndia de Etnologia Indígena Aymix - Associação Yujda Miratu de Volta Grande do Xingu. Participarão da mesa Leiliane Juruna, Marizan Juruna, Romildo Juruna, Sabrina Nascimento e Helena Palmiquist (mediadora).

Volta Grande do Xingu - É um trecho de 100 quilômetros de um dos maiores rios do Brasil está na mira da exploração econômica nacional e transnacional. A disputa é para varrer e destruir um conjunto de territórios ancestralmente ocupados por modos de vida não-capitalistas. É tão acirrada que levou o prefeito de Senador José Porfírio a invadir a UFPA recentemente para impedir um debate acadêmico sobre a mineradora Belo Sun, um dos empreendimentos que ameaçam a vida da Volta Grande. A agressividade do prefeito chocou entidades científicas e representou mais uma das tantas violações a que assistimos ultimamente no Brasil contra a autonomia universitária e a liberdade de pesquisa e informação. Mas a truculência não impediu que a mineradora canadense perdesse uma importante batalha nos tribunais no último dia 6/12. Quem venceu foram os indígenas Juruna e Arara, que tiveram reconhecido o direito de serem consultados, de acordo com seus próprios protocolos de consulta, antes de qualquer medida para instalação de Belo Sun.

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