Reflexão puxada por Marcia Kambeba e Putira Sacuena

Terra de gentes em debate no Naea.

A questão da terra é o eixo central do debate “Terra de Gentes: Direitos, Resistências e Existências no Mundo Porvir”, que ocorrerá na próxima sexta-feira, 12 de maio, a partir 14h, no auditório prof. Dr. Armando Mendes - do Naea. O encontro tratará sobre a defesa da terra que temos e da terra que somos, tão defendida por povos e comunidades tradicionais e que está sob ameaça, vivendo um modelo que se impôs, transformando-a em mercadoria. A discussão será coordenada pela profa. Dra. Marcela Vecchione, do Naea e contará com a participação de Marcia Kambeba e Putira Sacuena.

Contextos - A ocupação do Congresso pelos indígenas, ainda em abril de 2013, anunciou um processo de resistência, diretamente à PEC 215, mas, mais amplamente a um processo de representação e participação política que não reflete a realidade de boa parte dos povos viventes no Brasil. A explosão contra este sistema - político e de politização da vida - materializou-se pouco depois nas ruas, em junho de 2013. Desde então, as Terras de Gentes - indígenas, quilombolas, camponeses, ribeirinhos e tantos outros e outras - inauguradoras do processo, têm sofrido ataques sistemáticos dos poderes constituídos, firmando-se, assim, nos espaços de ataque, mas também de resistência e denúncia a uma dimensão do racismo pouco explorada e tão amplamente disseminada em cada parte representativa da política brasileira e das políticas públicas que a operacionalizam. Nas terras de todo o dia e nos territórios de resistência, o racismo institucional toma corpo e forma para desqualificar as existências que o denunciam na saúde, na educação, na regularização fundiária e nas violações de direitos humanos e ambientais em terra e pela terra. As quase 20 mortes do último mês de abril, e crescendo ainda neste mês de maio, mostram-nos o quanto estes territórios de luta incomodam, e muito mais incomodam os sujeitos políticos - as mulheres e os homens que coletivamente os constituem. Mas, as existências existem e persistem e nos relatam os problemas com a nossa forma de pensar e explicar o que nos cerca, resultando neste mundo tão difícil de estar e ser. Portanto, no mundo porvir e, principalmente, dos outros mundos que já estão, o que podemos aprender? 

Mediação e Intervenções: Marcela Vecchione NAEA/UFPA, Beatriz Matos IFCH/UFPA, Julia Otero IFCH/UFPA, Sabrina Mesquita ICSA/UFPA e Helena Palmquist PPGA/UFPA

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