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Profa. Edna Castro (centro) e participantes da caravana

Caravana de pesquisadores do Naea visitou comunidades do Tapajós.

Ocorreu na Cidade de Itaituba, no período de 26 a 28 de agosto de 2016, a II Caravana em Defesa dos Povos do Rio Tapajós, reunindo movimentos sociais, povos indígenas e comunidades da nascente a foz do rio Tapajós, além de alguns órgãos do poder público e pesquisadores para discutir a situação critica do presente e as inquietações sobre o futuro do Oeste do Pará. Essas questões se inserem no contexto de expansão da fronteira da capital que atinge largamente a bacia do Tapajós hoje “especulada” por planos hidrelétricos, portuários, hidroviários e minerários. Alguns já sendo materializados como o minerário, o portuário e a rodovia Br-163. Cenário esse que se apresenta como forte ameaça, não somente aos rios e a biodiversidade, mas também a “sobrevivência” de grupos diversos como os povos indígenas, exemplo dos Munduruku, pescadores, ribeirinhos, barqueiros, beiradeiros, agricultores, extrativistas, artistas, trabalhadores urbanos e rurais.

Cartilha - A Caravana contou com a participação do Naea, por meio do GETTAM (Grupo de estudo sobre Estado, Território, Trabalho e Mercados Globalizados na Amazônia), liderado pela Profa. Dra.Edna Castro. Na ocasião, a Professora Edna Castro, participou da mesa redonda, Perspectivas e desafio frente aos grandes projetos na Amazônia – Análise Conjuntural, composta também por Felício Pontes (MPF) e Pedro Martins (Terra de Direitos). O GETTAM ainda ofertou uma oficina autogestionada, Jogos políticos do governo e das empresas para impor projetos desenvolvimentistas para o Tapajós, na qual, a partir das pesquisas realizadas pelo Grupo, foram feitas exposições (Edna Castro, Rosane Seixas, Sabrina Mesquita, Larissa Carrera e Jondison Rodrigues) e aberto um debate com os participantes. Por fim, foi lançada uma cartilha elaborada pelo Movimento Tapajós Vivo e doutorandos do Naea, Larissa Carrera, Jader Gama e Jondison Rodrigues. A Cartilha informa sobre o planejamento de hidrelétricas para a bacia do Tapajós, os interesses em jogo, os seus impactos e as estratégias de resistência em curso que contestam esses empreendimentos. 

Texto e Foto: Edna Castro e Jondison Rodrigues

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