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Colóquio sobre Belo Monte

Hidrelétrica de Belo Monte é discutida em colóquio no Naea

Nesta terça-feira, 30, o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) da Universidade Federal do Pará (UFPA) sediou o colóquio “Concessão à violência: Licença de operação de Belo Monte”. O evento reuniu diversos pesquisadores, autoridades e representantes de movimentos sociais, no auditório do professor doutor Armandos Mendes, no Naea.

A mesa de abertura “Estudos Sociotécnicos e violações de direitos: o que as pesquisas dizem sobre Belo Monte” foi composta pelos professores Francisco Hernandez (Unesp/Fatec); Rosa Acevedo (Naea/UFPA); Soraya Carvalho (NCADR/UFPA); Denise Machado (PPGSA/UFPA);  e por Dion Monteiro, do Movimento Xingu Vivo Para Sempre.

Após uma rápida palavra dos expositores, Dion Monteiro encerrou os debates afirmando que Belo Monte não é apenas a construção de uma barragem, mas sim uma forma de entender a relação com os seres humanos e sua relação com o local onde eles vivem. “Nossa luta não é apenas contra Belo Monte, mas contra todo esse sistema que esta obra representa, que oprime os povos tradicionais cada vez mais”.

Em seguida iniciou o primeiro painel, que foi coordenado pela professora Rosa Acevedo. Participaram deste primeiro painel os professores Francisco Hernandez (Unesp/Fatec); Janice Cunha (UFPA) e Nils Asp Neto (UFPA).

Pela parte da tarde iniciou o segundo painel coordenado pela professora doutora Edna Castro, pesquisadora do Naea, com a participação de vários pesquisadores, que discutiu a licença de concessão da obra da hidrelétrica.  Outros pontos apresentados pelos debatedores foram as greves realizadas pelos trabalhadores nos canteiros de obras em 2011, 2012 e 2013 e o aumento da população de Altamira, que passou de 100 mil para cerca de 150 mil habitantes. 

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