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Seminários de Integração

Pesquisadores discutem geoprocessamento e as suas possibilidades para análise econômica

Ocorreu nesta sexta-feira, 29, mais uma edição do Seminário de Integração com a mesa-redonda “Qualificação Territorial utilizando Estatísticas e Geoprocessamento: Possibilidades para a Análise Econômica” com oprofessor Francisco de Assis Costa, pesquisador do NAEA; o pesquisador doutor Nicola Tancredi, do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e o pesquisador Aluizio Solyno, do Projeto Piloto Sistemas Geográficos de Informações Fundiárias do Nordeste Paraense ligado ao grupo de pesquisa Dinâmica Agrária e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia (GP Dadesa).

Professor Francisco iniciou a discussão apontando o grupo de pesquisa observou o modo de uso da técnica de geoprocessamento e a partir daí o primeiro passo do grupo foi delinear possibilidades metodológicas para compreender o sensoriamento remoto e assim analisar os modelos pautados nas realidades agrárias. Este trabalho vem sendo realizado há três anos. Professor concluiu sua fala afirmando que o objetivo central é informar sobre a realidade social.

O uso de recursos oriundos apenas do sensoriamento remoto parece formar uma metodologia bastante eficaz, pois imagens de satélites aliadas a técnicas de geoprocessamento possibilitam monitorar bem o desflorestamento como a quantificação e cálculo do seu incremento anual. Entretanto, possuem aplicação limitada para monitorar o uso posterior da terra, apesar das diferenças de reflectância observadas pelo sensoriamento remoto permitirem também a discriminação e mapeamento de classes como: agropecuária, capoeiras (diferentes idades) e floresta, dificilmente indo muito além disso, caso não existam trabalhos de campo e/ou integração com outras fontes de dados, visto que "agropecuária" pode significar culturas temporárias ou pastagens, por exemplo.

O pesquisador Aluizio Solyno deu continuidade ao debate destacando que as discussões atuais sobre desmatamento não ressaltam os condicionamentos econômicos e aos processos de ocupação e apropriação da terra. “Não se pode tratar da questão agrária sem tratar da questão ambiental”, destacou o pesquisador.

O desenvolvimento de um algoritmo de otimização probabilística possibilita associar dados de diferentes fontes (classificação via sensoriamento remoto e dados de produção, por exemplo), transformando mapas de pixels em mapas de realidade pela transferência de significados por estatísticas para os pixels de um mapa.

Os produtos resultantes da aplicação de metodologias desta natureza se sobressairão em relação aos outros, visto que a entropia da informação total que produzem em relação à realidade são superiores, transformando um mapa de pixels em mapa de realidade.

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