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Vulnerabilidade do Estuário-Delta

Workshop discute indicadores de vulnerabilidade do Estuário-Delta do Amazonas

A Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) junto com o Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG) organizaram em parceria com a Universidade de Indiana Bloomington (EUA) e a Universidade das Nações Unidas – Instituto do Meio Ambiente e Segurança Humana (UNU-EHS) (Alemanha) o Workshop Participativo e Consultivo visando o Desenvolvimento de indicadores para o Índice de Vulnerabilidade Global de Deltas (GDVI) e para o Estuário-Delta do Amazonas nos dias 12 e 13 de maio, no auditório do Museu Paraense Emilio Goeldi.

O objetivo do workshop é trabalhar com especialistas dos estados do Pará e Amapá na aplicação de uma metodologia comparativa para avaliar a vulnerabilidade de diferentes partes do estuário-delta do Amazonas. Os resultados também contribuirão para o desenvolvimento de Índices de Vulnerabilidade Globais para Deltas (GDVI) que podem ser testados e aplicados em outras regiões.

As discussões iniciais foram sobre as características físicas e sociais do Estuário-Delta do Amazonas, apresentadas pelo professor Eduardo Brondizio, da Universidade Indiana Bloomington. O professor ainda destacou que o Delta do Amazonas possui uma relação direta com 50 municípios da Amazônia e abrange uma população de cerca de 5 milhões de pessoas, com 78% localizadas na zona urbana.  

Em seguida, a professora Zita Sebesvari, da UNU-EH, apresentou a metodologia utilizada na elaboração dos índices de vulnerabilidade dos deltas. Entre os componentes analisados estão a exposição do local, a sensibilidade e as capacidades. A professora destacou a importância de trazer essa discussão para a região amazônica para que não ocorram erros. “Como o Delta da Amazônia ainda não sofreu tanto impacto como os outros é importante essa discussão para que não ocorram os erros no futuro como em outros países em desenvolvimento”, concluiu a professora Zita.

O evento também tem o apoio do projeto “Adaptações Socioculturais dos Caboclos aos Eventos de Marés Extremas no Estuário Amazônico Brasileiro”,coordenado pela professora Oriana Almeida (NAEA-UFPA) e financiado pelo International Development Research Centre (IDRC), do Canadá, em parceria com a rede de pesquisa  do Museu Goeldi “INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia”, coordenado pela professora Ima Vieira.

Segundo a professora Oriana há um processo de mudanças climáticas que está se intensificando cada vez mais, por isso é importante que o NAEA participe dessas discussões para se preparar e preparar a população para essas transformações. 

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