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Aula Inaugural

Mestrado em Gestão Pública do Naea dá início a sua segunda turma

O curso de Mestrado profissional em Gestão Pública do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos- Naea deu início, nesta terça-feira, dia 05, à sua segunda turma em Belém. O evento contou com a presença de professores e estudantes do Naea e de autoridades acadêmicas, dentre elas o professor doutor Carlos Maneschy, reitor da Universidade Federal do Pará, o qual proferiu a aula inaugural da turma.

O Curso, do Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública do Naea, possui duas linhas de pesquisa, Gestão Pública Municipal e Gestão de Organizações Públicas, e pretende estabelecer o equilíbrio entre a aplicação teórica acadêmica e prática no contexto específico da administração publica do estado do Pará e da Amazônia. Atualmente ele conta com quatro turmas, sendo duas em Belém e duas na cidade de Breves. Para a coordenadora do curso, professora Doutora Simaia do Socorro Sales das Mercês, o mestrado profissional em Gestão Pública tem uma diferencial pelo seu caráter multidisciplinar. “Nós temos a multidisciplinaridade desde o corpo docente, com antropólogos, administradores, geógrafos, urbanistas, até os próprios alunos, que vêm de várias áreas diferentes.”, explica.

O professor doutor Durbens Martins Nascimento, Diretor Geral do Naea destacou a importância do curso para o Núcleo e o sucesso constatado na já na seleção dos alunos. “A idéia do curso nasceu quando foi identificada uma demanda para formação de gestores que pudessem atuar dentro das diversas instituições públicas neste estado e em toda a região, de maneira mais crítica. Quando abrimos a seleção para o mestrado em Gestão Pública tivemos mais de 400 alunos inscritos e hoje já temos cerca de seis pedidos de instituições do Pará e de outros estados, para abrir mais vagas. Isto só vem comprovar o sucesso do curso”.

Aula Inaugural -Partindo da pergunta “Por que ainda somos o país do futuro?”, o reitor da Universidade Federal do Pará fez uma reflexão sobre o percurso do desenvolvimento do Brasil desde o início da industrialização, com a concentração das indústrias na região sudeste até os principais entraves para o desenvolvimento do país nos dias de hoje. Segundo ele todos os países que conseguiram alcançar patamares elevados de desenvolvimento se ancoraram fundamentalmente em três binômios: equidade e garantia social, liberdade e democracia, conhecimento e soberania. “Em muitos destes aspectos nós já avançamos bastante nos últimos anos, mas me parece que até hoje o país não vem dando certo por conta deste último: o conhecimento” analisa.

Para o professor Carlos Maneschy uma realidade que vem se impondo ás Universidades é cada vez mais a integração com as empresas e o estímulo a criação de redes de pesquisa mais fortes, sobretudo em regiões como a Amazônia.

Finalizando, o reitor da UFPA sintetizou em três pontos fundamentais, as medidas para que o Brasil alcance mais rápido o “futuro” tão almejado. “Devemos ter um Estado forte que seja indutor e regulador, um empresariado capitalizado e estimulado ao risco e uma academia crítica e independente. Só assim conseguiremos finalmente transpor os nossos atuais entraves ao desenvolvimento”.

 

Wanderson Curcino – CCDC/NAEA/UFPA

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